domingo, 26 de abril de 2009

Filomedusa no Conexão Vivo

Em Belo Horizonte, desde a manhã deste sábado, 25 de abril, para participar do Conexão Vivo, um dos maiores projetos com foco na circulação musical do país. O “Conexão” tem um formato bastante interessante, que pode ser reproduzido ou replicado em outros estados. Talvez, uma boa opção para oxigenação do Projeto Pixinguinha, da FUNARTE, seja dar uma guinada no sentido de adotar a lógica aplicada no “Conexão”.

Em síntese, o “Conexão” se fundamenta na estratégia de constituição de um pool de projetos semelhantes, aprovados previamente pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais, os quais, associados, potencializam as suas respectivas rubricas destinadas à passagens, hospedagem, alimentação, despesas com transporte, sonorização, dentre outras e, assim, financiados por um patrocinador único (VIVO Celular), que investe, no mínimo, 20% de contrapartida nos mesmos, permite a concretização de um grande circuito itinerante de apresentações musicais em circulação pelos municípios de Minas Gerais. Encerra com uma programação de uma semana inteira de shows na capital Belo Horizonte, com bandas e músicos que integraram o circuito itinerante, além de convidadas de outros estados.

Nesse ano, além das caravanas e shows o projeto agregou à sua programação a 2ª edição do Seminário Internacional "Música & Movimento", ciclo de reflexões composto por diversos painéis e debates. Participei, na tarde de sábado, da mesa redonda intitulada “As alterações no financiamento público à cultura e os impactos no setor da música”, junto ao Thiago Cury (FUNARTE) e Afonso Luz (SPC/MinC), com mediação do grande amigo Israel do Valle, oportunidade em que pude abordar as principais alterações na proposta da nova Lei Federal de Fomento e Incentivo à Cultura, bem como o impacto deste conjunto de alterações nos Estados e Municípios.

Na noite do mesmo sábado, a Filomedusa se apresentou em um dos palcos instalados no Parque Municipal. Público receptivo, volumoso, o maior para o qual a banda já se apresentou nesses 2 anos e meio de vida. Equipe de sonorização muito profissional, som cristalino... Satisfação enorme em tocar mais uma vez em Belo Horizonte (a primeira vez foi em 2008, na Obra, na turnê que encerrou com o show da Virada Cultural em Sampa), principalmente em um projeto que já vai para a sua 10ª edição, com um prestígio muito grande perante o público e a classe artística de Minas Gerais. Parabéns ao Maurílio Kuru e a toda equipe da “Cria Cultura”, entidade gestora e produtora do projeto, bem como à turma dos coletivos que integram o Circuito Mineiro de Música Independente (CMMI), braço mineiro do Circuito Fora do Eixo de Música Inependente.

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