quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Teatro dos Náuas

Acompanhe a programação de reinauguração do Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul:


DIA 28 de novembro (sábado)

- Solenidade de entrega das novas instalações do Teatro dos Náwas
- Show Catadô de Bromélias com Zé Geraldo

Zé Geraldo comemora 30 anos de carreira com o lançamento do CD Catadô de Bromélias que também da nome a este show. No repertório ele apresenta canções inéditas e outras para relembrar sua carreira.

Horário: 19h30
Entrada para convidados


DIA 29 de novembro (domingo)

- Show Verônica Padrão canta Mercedes Sosa

Verônica Padrão homenageia neste show uma das maiores vozes da múisca latino-americana Mercedes Sosa, uma mulher que com seu canto ultrapassou as fronteiras e cantou a América Latina pelo mundo afora.
O show conta com a participação de James Fernandes no Violão, Maiara Rio Branco no Baixo, Gabriel Brito na Percussão e da atriz Karla Martins

Horário: 19h30
Entrada Franca – retirar ingressos a partir das 17hs na bilheteria do Teatro


DIA 30 de novembro (segunda-feira)

Espetáculo Teatral A menina e o Palhaço com o Grupo do Palhaço Tenorino

No fundo do quintal uma menina chora sentindo falta da melhor amiga que se foi deixando saudades e tristeza! Agora só resta brincar sozinha, com suas bonecas de pano, panelas de lata, bonecos de caixas de papelão e garrafas. Um jeito bem acreano de brincar de faz-de-conta!
No meio de tanta solidão surge o Palhaço Tenorino para animar a festa de aniversário dos sonhos de qualquer criança. Mas, será que o palhaço sabe que adulto também pode brincar?
Concepção do espetáculo, cenário e figurino: Dinho Gonçalves e Marília Bonfim

Horário: Sessão 1: às 9h30
Sessão 2: às 15h30
Entrada Franca – retirar ingressos com 1hora de antecedência na bilheteria do Teatro


DIA 01 de dezembro (terça-feira)

- Show com Hercy Moraes e Banda Jângala

Artista e compositora cruzeirense, Hercy Moraes é considerada uma das melhores vozes femininas do Vale do Juruá. Seu repertório inclui composições próprias e de grandes artistas da música popular brasileira.
A banda Jângala é composta por Hercy Moraes - voz e violão, Tati Miruska – voz, violão e guitarra, Boca – baixo e Ermelindo - Bateria

Horário: 19h30
Entrada Franca – retirar ingressos a partir das 17hs na bilheteria do Teatro


DIA 02 de dezembro (quarta-feira)

- Show de Humor com Antônio Klemer e abertura com Jorge Luiz

Antônio Klemer é jornalista, humorista, autor teatral e escritor. Durante uma temporada no Rio de Janeiro trabalhou no programa televisivo Show do Tom, atualmente reside em Rio Branco e apresenta programa humorístico na Rádio Acre FM 98,1

Jorge Luiz é humorista e ficou conhecido pelo seu irreverente personagem Velho Zuza que apresenta o programa Show de Alegria aos domingos na Rádio Juruá FM

Horário: 19h30
Entrada Franca – retirar ingressos a partir das 17hs na bilheteria do Teatro

DIA 03 de dezembro (quinta-feira)

- Encontro de Ritmos com os grupos de Dança Triplo X, Tucumã e Swing da Mata

Uma mistura de ritmos, cores e bailados que vai da dança contemporânea ao Boi Bumbá marca o encontro destes três grupos de dança reconhecidos no cenário artístico do Vale do Juruá.

Horário: 19h30
Entrada Franca – retirar ingressos a partir das 17hs na bilheteria do Teatro

DIA 04 de dezembro (sexta-feira)

- Show Vale do Juruá com Alberto Loro
- Show de abertura com Jânio Carlos

O reconhecido artista cruzeirense Alberto Loro homenageia em seu show o Vale do Juruá, região com a maior biodiversidade do Estado do Acre. O show revela um trabalho autoral com repertório de músicas regionais e de grandes compositores da música popular brasileira.

Horário: 19h30
Entrada Franca – retirar ingressos a partir das 17hs na bilheteria do Teatro


PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

OFICINA DE INICIAÇÃO TEATRAL COM O ATOR CLEBER BARROS

DE 01 A 12 DE DEZEMBRO
LOCAL: TEATRO JOSÉ DE ALENCAR
INCRIÇÕES NA SEDE DA FUNDAÇÃO ELIAS MANSOUR (TRAVESSA MÁRIO LOBÃO, GALERIA DOS PADRES, SALA 216, CENTRO)

A OFICINA PRETENDE DESPERTAR NOS PARTICIPANTES A SENSIBILIDADE AO FAZER TEATRAL TRABALHANDO A EXPRESSÃO CORPORAL DO ALUNO, DESENVOLVENDO OS SENTIDOS, ORGANIZANDO IDÉIAS E PENSAMENTOS E ENRIQUECENDO EXPERIÊNCIAS.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Semana da Música


Desde o dia 20/11, acontecem em Rio Branco atividades diversas que integram a programação da Semana da Música. A abertura ficou por conta das últimas apresentações do projeto "Cultura no Mercado", na esplanada do Mercado Velho, seguidas de apresentação da Orquestra Filarmônica do Acre, no Teatro Plácido de Castro, com participação especial de solistas convidados e dos corais da UFAC e da Escola de Música do Centro Cultural do Tucumã.

A programação envolve ainda a realização do Fórum Estadual Setorial de Música. Explico: no processo de realização das Conferências Municipais e Estadual de Cultura, onde foram discutidas temáticas bem abrangentes - que servirão para subsidiar a elaboração do Plano Estadual de Cultura, de caráter decenal - não havia espaço para se entrar em detalhes no que diz respeito às discussões próprias às linguagens artísticas propriamente ditas.

Os Fóruns Estaduais Setoriais de Cultura, específicos de cada segmento artístico e respectivas modalidades, se constituem no foro adequado para discussões que visam a elaboração e avaliação dos Planos Setoriais de cada linguagem e assim por diante.

Os Fóruns Estaduais Setoriais são, portanto, parte integrante do Sistema Estadual de Cultura, como instâncias que integram o Conselho Estadual de Cultura. Difícil? É nada, é só questão de costume...

Acompanhem a programação da Semana da Música e do Fórum Setorial Estadual de Música no site da Agencia de Notícias do Acre.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sigam as Piabas


Segundo etimologia regional, caldo de piaba é um caldo ralo, de pouca "sustança", mas que, junto ao caldo da caridade e outros caldos regionais, tem grande utilidade na melhora da ressaca pós-bebedeira.

Caldo de Piaba é também o nome de uma das bandas mais bacanas do Acre da atualidade. E, ao contrário da gastronomia, faz um som forte: suave e descontraído, mas, ainda assim com bastante "sustança". Seguindo uma tendência de grupos da jovem música brasileira que incursionam pelo instrumentalismo, o Caldo, segundo descrição dos próprios, "além de suas composições, apresenta releituras de velhas canções populares. (...) quem conduz a melodia é a guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) e o teclado (como no blues e em músicas populares brasileiras, como o 'brega') que ainda se encontram com a bateria e o baixo inspirados no funk, no ska e no samba-rock. Isso tudo misturado com um toque de psicodelia, com uma certa liberdade de improviso, e com o que mais for surgindo. Esse é o pano de fundo das composições do Caldo de Piaba que vem conquistando seu espaço no cenário da música acreana."

Pois bem. Após participações nos festivais Varadouro e Calango, ambos em 2009, e depois de uma bem sucedida turnê pelos municípios do interior do Estado do Acre, através do projeto "Piaba no Kombão", os piabas fazem suas primeiras incursões pelo sudeste brasileiro. Vejam a agenda:

17/11 - Show na Universidade Federal de São Carlos.

18/11 - Apresentação no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira, em São Paulo, com Macaco Bong e Porcas Borboletas.

19/11 - Bar Zé Presidente, em São Paulo, com Madame Saatan.

20/11 - Show em São Caetano.

Acompanhem os shows da turnê e respectiva repercussão pelo blog Piaba no Kombão.

sábado, 14 de novembro de 2009

To think about it...


"When the dialogue fails, violence prevails"

Willian Shakespeare

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Matias e Barracão, Barracão e Matias (*)


Matias e Barracão, Barracão e Matias. São histórias que se interpenetram.

Ele, o José Marques de Souza, ex-seringueiro e teatrólogo. O Barracão, espaço de resistência da cultura popular, dos movimentos comunitários oriundos do processo de ocupação dos bairros que hoje constituem a Baixada do Sol, do movimento em prol da preservação de nossa floresta e do modo de vida de nossas populações tradicionais... Todos esses movimentos tiveram o Matias como um de seus partícipes.

Está claro pela minha pouca idade, estampada no meu rosto e ligeiramente disfarçada por essa barba que eu herdei de meu pai, que eu não vivenciei a riqueza dos momentos deste espaço e de todos os processos sócio-culturais que aqui se desencadearam. E eu não pretendo, e nem seria honesto de minha parte, dar a entender o contrário.

Mas não é necessário vivenciar para entender a importância, para compreender a relevância, para reverenciar o passado. E aqui eu abro um parêntese para agradecer à tradição de história oral e de contação de histórias presente na vida dos acreanos, através da qual eu pude experimentar, ora como leitor, ora como ouvinte, ora como expectador, por meio das entrevistas registradas pelo Prof. Carlos Alberto, dos registros de áudio e vídeo do Tonivan e da Cilene Farias, dos recortes de jornais da FETAC e da Fundação Cultural e dos muitos relatos orais a respeito do Barracão, uma pequena fração de tudo que aconteceu aqui. A vocês, historiadores, contadores de história, videastas, meu muito obrigado.

Aqui, no Teatro Barracão, se mesclaram movimento comunitário, sabedoria das populações tradicionais, cultura popular, defesa dos povos da floresta. Aqui se concretizou o que hoje temos denominado de diálogo entre os saberes – a transa entre os conhecimentos tradicionais e acadêmicos, entre o popular e o erudito, entre o cotidiano e o vernacular.

Se fosse nos dias de hoje, o Matias seria chamado de Mestre Griô, uma denominação muito utilizada atualmente no linguajar das políticas públicas de cultura, para reconhecer o saber e o fazer dos grandes artífices da sabedoria popular, do conhecimento inter-geracional, que passa de pai para filho, que se reproduz ao longo das décadas e que não se aprende no banco das escolas.

Matias representa ainda, de certa forma, todo o coletivo de artistas e sujeitos sócio-culturais que empenharam uma grande energia na edificação física e na construção do ethos, da subjetividade desse espaço. E eu não quero cometer injustiças, várias dessas pessoas estão aqui hoje, razão pela qual vou resistir a tentação de citar nomes. Mas foram essas pessoas que se apropriaram desse local, que edificaram suas paredes, que investiram na realização de oficinas, espetáculos, exibição de filmes, concursos de calouros e outras atividades mil que aqui aconteceram. Os R$ 154.551,21 mil reais aqui investidos, sendo R$ 86.104,00 do Governo Federal e R$ 68.447,21 de contrapartida de recursos próprios do tesouro estadual, representam uma homenagem a toda a força empregada por esses ativistas, pessoas que inscreveram o Barracão nas páginas da história da cultura acreana. A todos vocês fica aqui registrado o reconhecimento do Governo do Acre, reconhecimento este que se traduz na singela, mas sincera homenagem, materializada no ato de batizar as salas do Teatro Barracão com o nome de personalidades do teatro acreano.

Ainda motivados por esse mesmo espírito é que, na data de hoje, além de devolver a comunidade um Teatro Barracão reformado, revitalizado e humanizado, em condições dignas de novamente recepcionar a comunidade, anunciamos o lançamento do Prêmio Matias de Cultura Popular, voltado ao reconhecimento de iniciativas que simbolizam essa forte vertente da cultura nacional, cuja importância é cada vez mais reconhecida pelo Poder Público. Serão 100 mil reais para contemplar projetos selecionados mediante edital, modo democrático e republicano de apoio à iniciativas culturais.

Também na data de hoje, inauguramos, com o Teatro Barracão, um novo modelo de gestão na área da cultura do Estado. O espaço está sendo formalmente, legalmente e juridicamente repassado, através de um termo de cessão de uso, à Federação de Teatro Amador do Acre. Juntos, FETAC, FEM e o grupo teatral “De Olho na Coisa”, cada qual com suas responsabilidades claramente definidas e compartilhadas, promoverão a dinamização deste espaço, com a sua manutenção e a realização de atividades diversas, em benefício da comunidade da Baixada do Sol e da cultura do Estado.

Quero, ainda, em nome do Governador Binho Marques e ao tempo em que agradeço a presença de todos vocês, dizer do meu orgulho em poder concluir uma etapa importante de um processo que foi construído a muitas mãos: e aqui é o momento do meu agradecimento a toda a equipe da Fundação Elias Mansour e da antiga Fundação Cultural do Acre, pelo empenho na concretização dessa missão. Das primeiras negociações passando pela celebração do convênio que viabilizou os recursos para essa obra, já se passaram bons anos. E cada um – funcionários, estagiários, gestores – a sua maneira, deu sua contribuição para que pudéssemos estar aqui no dia de hoje.

À comunidade da Baixada do Sol, os meus parabéns, por, na Semana que abriga o Dia Nacional da Cultura, poder receber de volta esse espaço.

Muito obrigado!

(*)Discurso proferido hoje, 6nov2009, na solenidade de reinauguração do Teatro Barracão, símbolo da resistência cultural do povo acreano.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Teatro Barracão


O texto da placa de inauguração diz assim: "Nesta data, o Governo do Estado do Acre devolve à comunidade o Teatro Barracão, símbolo do teatro e da cultura popular acreana, espaço multicultural que objetiva a promoção das diversas manifestações artísticas, permitindo com isso o desenvolvimento da cultura local"

É uma honra, para mim, fazer parte desse momento.

Amanhã, após a inauguração, conto mais...

Abraços!