sexta-feira, 25 de junho de 2010

Alô você!

Tenho negligenciado este blog. A agenda atribulada não me serve de desculpa, sempre se encontra um tempo para redigir umas mal traçadas linhas. O que tem me afastado, confesso, é a instantaneidade dos 140 toques do Twitter. Rapidamente você dá o recado, vapt-vupt. As notícias do dia-a-dia em drops de 140 tecladas. Lá atualizo sobre a agenda, as andanças pelos municípios do interior e assim por diante.

Mas, porém, contudo, todavia, para não perder ainda mais o que nem posso chamar de costume, vou postar a mais nova composição. Não é das "leminskianas" que postei aí embaixo. É como seria, penso eu, uma espécie de lamento caboclo dos meus bisavós. Oxalá integre o repertório da Filomedusa, que, espero, volta a ensaiar nesse junho.

E nesse oitão que eu vou
De manhã
Buscar o leite
Meu ganha pão

É desse chão que eu sou
O sertão
Ficou distante
Meu seringal

De manhãzinha
Corta, escorre
Anda na colocação
À tarde colhe

Vai coagulando
Defumando
Entrega no barracão
O saldo encolhe

Sou Chico, Antonio
Manoel, Serafim
Sebastião
Você escolhe

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