sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sobre o processo de escolha do candidato da FPA à Prefeitura de Rio Branco nas Eleições 2012



Tenho acompanhado o debate sobre a escolha do candidato da FPA à Prefeitura Municipal de Rio Branco sob diversos pontos de vista. Pela imprensa, como leitor atento de nossos jornais, sítios eletrônicos e blogs. E como militante político filiado ao Partido dos Trabalhadores, na condição de membro ativo do Diretório Regional e do Setorial de Educação, somente para citar algumas das instâncias partidárias que têm tido participação ativa nesse debate.

O PT é um partido de múltiplas tendências e pensamento heterogêneo, cuja construção de consensos se dá de forma complexa e demorada. É o único partido da América Latina que, apesar dos problemas, goza do status de ser, ao mesmo tempo, um partido de massas e de quadros: de um lado, mantém acesa a chama do diálogo com os movimentos sociais (apesar dos percalços) e, de outro, possui quadros técnicos capazes de tocar a máquina administrativa em uma experiência de gestão. Para mim, é um orgulho integrar as fileiras dessa agremiação.

O debate em torno do postulante do PT à pré-candidatura da FPA à Prefeitura de Rio Branco transcorre de forma democrática e madura. Um sem número de reuniões e tratativas têm sido entabuladas, com o Governador Tião, o Prefeito Angelim, os Senadores Jorge e Aníbal e os Presidentes dos Diretórios Municipal e Regional,André Kamai e Léo do PT, à frente, sem desconsiderar todas as instâncias, tendências e campos ideológicos do partido. Todos tem tido voz, vez e, se necessário, voto nessa decisão.

Essa escolha, por mais difícil e demorada que seja, sequer representa a definição da candidatura. Ainda há muito o que se conversar entre os partidos da FPA e, nesse sentido, o postulante do PT será mais um a integrar o rol de possíveis pré-candidatos, cuja escolha pode recair sobre qualquer um dentre os até agora apontados. Digo mais: em tese, a escolha pode recair sobre qualquer outro nome ainda sequer ventilado. O importante, até o presente momento, foi a decisão em torno da candidatura única, sobre a qual já consensuaram os dirigentes partidários que integram o Conselho Político da FPA.

Sinto-me imensamente feliz e honrado por ter meu nome lembrado, tanto pelas lideranças de meu partido como também por parte da enorme quantidade de filiados que constitui a militância vermelho-estrelada no Acre. Mas não sou, até o momento, o escolhido. Aliás, nunca coloquei meu nome em debate para apreciação enquanto um dos postulantes ao status de pré-candidato. Meu compromisso atual é com a missão para a qual fui escalado pelo Governador Tião Viana: contribuir com a formulação e execução das políticas públicas de educação no Acre. E nada deve, nesse momento, prejudicar esse trabalho em curso.

Contudo, como bom militante, também tenho compromisso com o meu partido e com a coligação da qual ele faz parte. E, nesse sentido, não sou de fugir da raia: não fugi quando fui convidado pelo então Governador Binho Marques para assumir a Presidência da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM), função que procurei exercer com dedicação e denodo. Também não fugi ao compromisso que me foi confiado pelo Governador Tião Viana, de assumir a pasta de maior orçamento do Estado, tendo como grande responsabilidade conseguir dar prosseguimento ao trabalho iniciado pelo então Governador e hoje Senador Jorge Viana, tendo Binho Marques como Secretário de Educação e, posteriormente, pelo próprio Binho enquanto Governador, tendo à frente da pasta a Professora Maria Corrêa.

De igual forma, não fugiria da raia caso me fosse confiada a tarefa de enfrentar uma candidatura ao cargo majoritário de Prefeito de minha cidade natal, nossa querida capital Rio Branco. E faria isso com o peito cheio de orgulho e alegria, muito honrado em poder concorrer ao posto máximo do executivo municipal.

A propósito, sou acreano, filho de acreanos e neto de acreanos. Meu bisavô materno, Benedito Maia, chegou ao Acre por volta de 1903, vindo de Apodi-RN, estabelecendo pequeno comércio de secos e molhados. Meu outro bisavô materno, Lindolfo Queiroz, chegou por volta da mesma época, vindo do Ceará. Cortou seringa no Seringal Vila Ivonete, onde, décadas depois, vieram a fixar residência os meus pais, em uma casa de um conjunto habitacional igual a essas que o Governador Tião Viana tem entregue pelos programas “Minha Casa, Minha Vida” e “Minha Morada”. Durante muitos anos nossa rua foi de terra, de barro, de chão: quisera houvesse um “Ruas do Povo” naquele tempo. Meus bisavós paternos (da família Magalhães Ribeiro, de Xapuri, pais da minha avó Lucila) também eram migrantes nordestinos, gente muito simples. O único nortista de nascimento era o meu avô paterno, Raimundo Nonato de Sant’Ana, natural de Santarém-PA, filho de imigrantes portugueses e marroquinos. Foi Prefeito de Xapuri. Maias de Queiroz e Ribeiros de Sant’Ana são, assim, os meus ascendentes: portugueses, marroquinos, nordestinos e nortistas.

Nunca vivi em outro lugar que não fosse o Acre, estado cujos 22 municípios conheço pessoalmente. Nasci na Praça da Catedral e lá morei até mudar para o “Seringal” Vila Ivonete, sob o olhar atento do Bispo Dom Moacir, a quem eu e os poucos meninos das redondezas chamávamos carinhosamente de “vizinho”. Estudei toda a educação básica e também o ensino superior aqui, na UFAC, onde cursei a graduação em Direito. Até o mestrado em direito, com concentração na área de relações internacionais, pela UFSC, cursei aqui em Rio Branco, através da modalidade de oferta de cursos de pós-graduação fora da sede.

Meu primeiro emprego de carteira assinada foi aos 18 anos incompletos. Tenho 31 anos e, de lá pra cá, nunca deixei de trabalhar. Trabalhei como estágiário e como servidor em vários órgãos públicos, incluindo o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual. Nesse último, tive a honra de servir durante 4 anos, até ser aprovado em concurso público para o Poder Executivo do Estado do Acre... Sim, sou servidor público estadual de carreira: com ou sem cargo de confiança, sempre estarei a serviço do povo do Acre.

Como acreano, natural de Rio Branco, vivenciei nossa capital florescer com Jorge Viana, morrer com a oposição, e renascer das cinzas com Angelim. Em uma cidade de médio porte, incrustada no meio da selva amazônica, ainda persistem e persistirão por muitos anos problemas sérios que precisam de atenção constante até que sejam em definitivo resolvidos. Os investimentos em infra-estrutura e limpeza urbana, na malha viária, em pavimentação de vias, em saneamento básico (água e esgoto), dentre outros, foram significativos durante as gestões dos companheiros Jorge Viana e Angelim e não podem parar. Quando o assunto é educação, somos a 6ª capital, dentre todas as demais, melhor classificada no IDEB no que tange ao ensino fundamental. Somos das poucas capitais do Brasil que conta com sistema eficiente de tratamento de resíduos sólidos, a nossa UTRE, mostrando que o discurso do desenvolvimento sustentável e de práticas igualmente sustentáveis na gestão pública não é mero discurso: é práxis, é realidade. Isso é fruto de trabalho, muito trabalho. Trabalho árduo, sério, honesto e comprometido com o povo da nossa cidade.

Encerro reafirmando que a FPA tem bons nomes para essa disputa. Me sentirei muito bem representado por qualquer um dentre os apontados que venha a ser o escolhido. Mais do que isso: no tempo e hora certa e dentro dos limites da legislação eleitoral, serei o cabo eleitoral “Número 1” da FPA nessa campanha.

3 comentários:

  1. Parabéns Zen, pois como militante da FPA, tenho a certeza que você será um excelente Prefeito... Estamos com você.

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  2. Como professor da rede pública, eu queria saber sobre o que a SEE fará a respeito da qualidade de ensino de Redação.

    Outra coisa: poderia conceder uma breve entrevista a meu blogue?

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  3. Prezado Aldo: nossas rodadas de formação continuada desse ano de 2011 têm tido muito foco na habilidade de leitura e, em consequência, de escrita. Mas aceitamos sugestões para ajustar o foco no ensino de redação. Estou a disposição para entrevista no blogue. Abraços!

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