domingo, 22 de março de 2015

Justiça Federal decide pelo desindiciamento dos acusados na Operação G-7

Aos poucos a justiça vai ressurgindo e as injustiças sendo desfeitas. O juiz federal Jair Facundes decidiu pelo desindiciamento dos envolvidos na “Operação G-7”. Isso significa dizer que os elementos trazidos ao inquérito policial, até o momento, não apontavam nem para a prova cabal da materialidade do crime (ou seja, se os supostos crimes em investigação, apontados pela PF, de fato ocorreram) e nem para o forte indício de autoria. Aliás, registre-se que, mesmo na ausência de prova cabal da materialidade e de indícios fortes quanto à autoria, os até então indiciados sofreram o dissabor de 35 dias de prisão!
É importante destacar: o indiciamento permite dizer que a investigação caminha para coletar elementos que apontem para incriminar os indiciados, permitindo a conclusão do inquérito policial e a consequente oferta de denúncia (ação penal) pelo Ministério Público. Somente após a oferta da denúnca (ação penal) é que se estabelece o contraditório, podendo, os denunciados, se defender por intermédio de seus advogados. No caso do desindiciamento é exatamente o oposto: significa que, apesar das investigações, não há provas que apontem, minimamente, para a culpabilidade dos investigados.
O desindiciamento não tranca ou impede o prosseguimento das investigações ou a propositura de uma ação penal futura. Mas, praticamente sepulta o inquérito em curso, que não conseguiu sequer provar se os delitos investigados ocorreram de fato. Trocando em miúdos: prova o grande engodo que foi essa operação e as respectivas prisões.
A pergunta que não quer calar é: depois de passarem pelo linchamento público, pela execração moral e pelo pré-julgamento da sociedade, permitido pela ação policial espetaculosa, com repercussão em parte da mídia maledicente, quem restaura a honra e a dignidade das pessoas envolvidas e seus familiares? Quem arca com o ônus por eles sofrido, jogados que foram aos lobos e mergulhados em um lamaçal fictício que, ao final, nunca existiu?

>>>> Link do processo na Justiça Federal: http://goo.gl/RKw2QG

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